dos 6 aos 10: Teo Patufa 1

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dos 6 aos 10: D. Quixote

Teo Patufa ou o “livro problema”, foi a nova aquisição cá em casa, gentilmente cedida pela D. Quixote. Porquê? Porque agora o Pequeno Leitor tem um gato. E, como toda a gente sabe, os gatos são inimigos incontornáveis dos cães – ou assim fizeram crer o nosso “cliente”.

Mas vá, digamos que a capa teve o dom de cativar. Um pug a conduzir uma moto e um basset hound (no nosso tempo, um Sad Sam), de orelhas ao vento com um par de cuecas aos corações coladas ao capacete, chamaram a atenção e lá começámos a ler.

O Pequeno Leitor ainda não é um leitor independente. Está a aprender, a descobrir (e a frustrar também), mas acima de tudo, ainda gosta muito que lhe leiam as histórias. Sobretudo se tiverem alguma encenação a ajudar. E deste momento de partilha não abdicamos.

Daí que mãe e filho tenham começado a folhear as ilustrações coloridas, acompanhadas com destaques de cor nas palavras mais importantes ou diferentes, que estimulam alguma paragem e concentração. Por vezes, as páginas ficam um bocadinhos cheias – pelo menos para a mãe. Mas é uma questão de nos demorarmos um pouco mais e tirarmos proveito desses pormenores, além de incentivarmos também o foco e na paciência, virtudes tão importantes na escola e no dia a dia.

A história deste primeiro volume é claramente introdutória. Conhecemos com muito pormenor a família Pug de Teo Patufa, uma dinastia fofa e divertida, cada qual com o nome mais patusco que se possa imaginar. Da prima Genoveva ao tio Petrónio ou à tia Guendolina, passeamo-nos por uma família rica em diferenças, exatamente como as nossas. E aqui também investimos algum tempo a falar da nossa família – dos primos mais distantes, aos que já não estão connosco, explorando os seus nomes, apelidos e também aventuras, porque não?

E depois de explorarmos a família feliz do fofo pug Teo Patufa, entramos na aventura propriamente dita: a descoberta do paradeiro da encomenda do senhor Teófilo, um cão pouco simpático e de porte assustador. Teo e o seu amigo Heitor, deixam a cidade de Canifórmia, Animália, em alvoroço, até conseguirem resolver o mistério e descobrirem pelo caminho que Camila, a bonita cadela que encanta Téo é, afinal, filha do cão maldisposto. Ai, os sogros!

Pontos pela criatividade do texto, pelos nomes resgatados de um passado nas pinturas a óleo e pelas ilustrações fofas. Não há como resistir a um cãozinho tão especial e com tanto talento para a aventura, que ainda por cima é louco por biscoitos de chocolate com pepitas, tal como o Pequeno Leitor (bom, este não tem preferência, na verdade, porque marcha tudo!).

Mas recomendamos o desafio de fixar os nomes da complexa árvore genealógica, de explorar as páginas cheias de pormenor e cor, e de resistir a lê-la de uma assentada sem atacar o pacote das bolachas. O Pequeno Leitor gostou. Mas continua a preferir o seu gato. Secretamente, anda a escolher as palavras para pedir ao Pai Natal uma mota com sidecar para ser como Teo e Heitor, mas com o seu próprio companheiro de quatro patas.

Despertou pensamentos fofos. Palavra de Pugtufa!

Mais sobre o livro aqui.

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